terça-feira, 29 de janeiro de 2008

AS VITIMAS - EL REI D. CARLOS I 1863-1908




Rei da quarta dinastia e o 13° rei de Portugal, filho primogênito do rei D. Luís I e da rainha D. Maria Pia, nasceu em Lisboa em 28/09/1863.

Foi batizado com o nome de Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo Gota.
Em 1886, casa-se com Maria Amélia de Orleãs, princesa da França. Em 1888, publica A Defesa do Porto de Lisboa e a Nossa Marinha de Guerra.

Quando subiu ao trono em 1889 (por morte do pai, a 19 de Outubro), o país atravessava uma grave crise econômica...

Para complicar a situação, em janeiro de 1890 os portugueses sofreram um vexame: o "Ultimato Inglês", no qual a Inglaterra exigia que o governo português mandasse retirar os exércitos que se encontravam entre as colônias de Angola e Moçambique, caso contrário, declararia guerra ao país.

O governo cedeu. Os portugueses sentiram-se humilhados e atribuíram as culpas à incapacidade política do rei. Os republicanos aproveitaram esta oportunidade para reforçar a idéia de que a monarquia devia ser derrubada.

Houve por todo o país muitas manifestações contra o Ultimato e os jornais encheram-se de artigos violentos contra a Inglaterra, contra o rei e contra a monarquia. Foi nessa época que apareceu um hino militar "A Portuguesa", hoje, hino nacional.

Em 1901, ele participa dos funerais da rainha Vitória da Inglaterra.

Esta história termina em Lisboa, no dia 01/02/1908, onde em um atentado contra a monarquia Dom Carlos I tomba assassinado, juntamente com o seu sucessor, o infante Dom Luís, restando como descendente seu segundo filho que seria o último rei de Portugal: Dom Manuel II.

Dom Carlos foi um grande Rei, reformador, poeta, pintor, desenhista, músico, cientista, hictiologista. Teve de ser morto pelos anarquistas mesmo, porque de outra forma nunca se faria a República tão cedo, pois ele era muito amado pelo povo, tanto de Portugal como do Brasil, onde abriu os Portos à navegação Atlântica...


2 comentários:

Brancamar disse...

Só hoje pude voltar a este espaço para comentar este texto que já tinha lido, mas voltei a repetir. D.Carlos foi sempre uma figura histórica da Monarquia, que me despertou bastante interesse e pelo qual sempre nutri uma certa simpatia. O meu avô falava-me muito dele e do regicídio, embora fosse muito pequeno quando o rei morreu. Pelos relatos que ouvi sempre tive de D. Carlos a imagem de uma pessoa virada para as artes e de sensibilidade muito apurada, também de muito bom trato e de muita simpatia, o que se confirma neste texto.
José Tomaz vou continuando a ler.
Deixo desde já um beijinho de amizade e incentivo para esta obra muito meritória que se propôs realizar.
BRanca

Anónimo disse...

Acabo de ver o seu trabalho Regicídio "In Memoriam", um trabalho notável sobre a nossa história recente.

Não compreendi esta frase final na qual se afirma que Dom Carlos "era muito amado pelo povo, tanto de Portugal como do Brasil, onde abriu os Portos à navegação Atlântica".
Até onde eu saiba quem abriu os portos brasileiros à navegação Atlântica (comércio) foi D. João VI, em 1808, quando saiu de Portugal com toda a Família Real rumo ao Rio de Janeiro, como última alternativa para enfrentar a iminente invasão francesa (Napoleão).
Se me esclarecer nesta questão ficarei muito agradecido.

Atentamente

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